Nova transmissão Rotor UNO – uma peça sublime de engenharia

Por | 06-12-2017 | Equipamento, Estrada

Nem mecânica, nem eléctrica, a nova transmissão da Rotor é hidráulica.

Até agora, haviam 3 “players” no mercado das transmissões de bicicleta, sucede que este ano tanto a Rotor como a FSA lançaram os seus grupos de transmissão de bicicletas de estrada.

No caso da Rotor, por lado quis destacar-se e fazer algo diferente do feito até hoje, por outro necessitou fazê-lo.

Se o sistema é completamente novo? Não, pois em 2011 a “Acros” tinha mostrado no “Sea Otter” um sistema semelhante para as bicicletas de montanha, com podes ver aqui.

Além dos travões, também a sua transmissão acenta num sistema hidráulico fechado para a activação dos desviadores, a Rotor pretende ter na sua transmissão UNO, as melhores qualidades do funcionamento mecânico e electrónico.

Para a Rotor, desenvolver um produto completamente novo, diferente de tudo, só com 110 funcionários e fazê-lo de forma a não infringir nenhuma das patentes apertadas detidas pelos gigantes dos grupos de transmissões (e esta foi uma das razões pelas quais optaram por este tipo de sistema), não deve ter sido tarefa fácil, mas conseguiu-o.

Vídeo com demonstração do funcionamento do sistema.

A base do funcionamento é estilo “double tap”, pressionando uma vez metem-se mudanças baixas, pressionando mais do que o simples “click” metem-se mudanças altas.

Passagens rápidas, permite trocar 4 mudanças de uma vez, tem auto afinação simples de fazer, não necessita bateria, não existem problemas de maus contactos de fios, sendo um sistema fechado a manutenção é menor do que num sistema mecânico, e a suavidade de funcionamento é similar à de uma transmissão eléctrica, estes são os argumentos da marca espanhola.

O preço ronda os €2.350 para desviadores, manetes, desviadores, cassete, corrente, kit sangramento, e opção de travões de disco ou de calço (ambos de sistema hidráulico).

O peso anunciado do grupo completo é de 1604 gr’s, isto torna este grupo da Rotor no grupo de disco mais leve do mercado.

Este é daquele tipo de equipamento e ideia tão simples que nos deixa a pensar: então e porquê só agora? Porque é que não surgiu este tipo de sistema antes do electrónico?

A resposta da Rotor é que, talvez as outras marcas tivessem medo do desfio. Desde o momento das primeiras ideias e trabalhos, esta transmissão demorou 6 anos a desenvolver! Dos quais, o ultimo ano e meio foi para testar.

Acerca da funcionalidade e fiabilidade do sistema, a marca acredita que a melhor forma de testar material a sério (além dos testes feitos em fábrica), é em competição, onde o sistema é submetido a utilização intensa, ao stress e “maus tratos” por parte dos ciclistas e por isso, antes de ser comercializado foi testado e utilizado pela equipa SUB23 “Fundación Alberto Contador” durante mais de 1 ano.

Este sistema hidráulico não tem qualquer reservatório, que teoricamente requer menos sangranento, mas como todos os sistema hidráulicos está sujeito a que mais tarde ou mais cedo possam aparecer aquelas “bolhinhas” de ar inconvenientes.

Será simples de sangrar?

Qual a manutenção que necessita?

Caso os senhores da Rotor assim o queiram, cá estaremos nós para a testar, se possível levar uma “marretada” a fazê-lo e mostrar-te se realmente vale a pena investir.

 

Mr. B.

 

 

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