João Almeida e Rúben Guerreiro elevaram Portugal

Por | 22-10-2020 | Estrada

Um vez vi um documentário sobre Ayrton Senna, a lenda do automobilismo, entre outras coisas houve uma que me ficou na memória, que é o sinal de como um desporto ou um desportista pode elevar a confiança e a alegria de milhares de pessoas num país, melhorar o seu dia-a-dia pela a alegria e orgulho de nação que proporcionam com o seu desempenho num desporto.

Nesse documentário, entrevistavam vários brasileiros que diziam que ao domingo de manhã a hora da corrida da F1 era sagrada, todos acompanhavam as corridas, ver Ayrton Senna vencer enchia-os de orgulho e de alegria em ser brasileiros naquele momento, por muito que as suas vidas fossem difíceis.

Pois bem, o que eu vi João Almeida e Rúben Guerreiro fazer nestes últimos dias foi algo parecido (mesmo que numa escala mais pequena em termos de resultado final, se comparado com a história de Ayrton Senna), mas estes dois jovens colocaram um país onde o desporto rei é o futebol a ver ciclismo, colocaram os jornais desportivos a destacarem este desporto nas primeiras páginas, colocaram os noticiários a falar de ciclismo, os meios de imprensa internacionais a investigar sobre o ciclismo português e mais importante ainda, tanto a vitória de Rúben Guerreiro, como cada dia de “Maglia Rosa” de João Almeida encheram uma nação de alegria e orgulho.

Rúben Guerreiro venceu a etapa 9 do Giro de Itália 2020

Não querendo ser injusto para com outros desportos, onde também já temos tido alegrias com as vitórias de portugueses, o que se gerou nestes últimos dias com o ciclismo foi diferente, pode inclusivamente fazer com que no futuro os media olhem para outras modalidades com outra atenção e destaque.

Rúben Guerreiro e João Almeida – Giro de Itália 2020

Poderei também estar a ser exagerado, influenciado pela paixão que tenho por este desporto, para quem ler o artigo e não partilhar deste sentimento as minhas desculpas.

Falando de ciclismo, há muito talento em Portugal, talento que é necessário ser visto e por vezes não o é porque simplesmente o país “não está na moda”, como por exemplo a Colômbia ou outros países.

Ao longo destes últimos anos (após a era Agostinho), desde a medalha de prata de Sérgio Paulinho nos jogos olímpicos em 2004, passando pelo campeonato do mundo vencido por Rui Costa em 2013, pelas vitórias de etapa conseguidas por portugueses no escalão World Tour e pelos títulos mundial e europeu de Tiago Ferreira no ciclismo de montanha, tudo isto, “migalha a migalha”, tem colocado Portugal no radar do ciclismo mundial.

Há uma nova geração a chegar ao topo do ciclismo mundial, esperemos que o facto de João Almeida e Rúben Guerreiro terem feito história no Giro de Itália, seja mais uma “migalha gigante” para que olhem para Portugal como um país com forte potencial.

Rúben Guerreiro e João Almeida – Giro de Itália 2020

Por tudo isto obrigado a todos, desde os atletas e gente do ciclismo, às pessoas que nos meios de comunicação social deram destaque a esta façanha.

Por: Luís Beltrão

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